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"- Não me amas?
- Loucamente. Mas estamos desistidos. Abdicámos de tentar. Os amores resistem a tudo menos à falta de tentativa. Tens de te esfalfar todo para conseguir amar. Tens de rastejar e voar com a mesma vontade, com a mesma euforia. Há quanto tempo não te esfalfas por mim?
- Amar dá trabalho. O mal do corpo é fazer de conta que só pode ser assim. Olhar para o lado e ver-te é o que sou. E cometemos muitas vezes o erro de não trabalharmos para manter o que somos. Não investimos em manter um braço ou uma perna. Investimos no que não temos. O mal das pessoas é investirem sempre no que não têm. E depois perde-se os braços que já se tinha porque um dia se quis o voar que nunca se teve. O mal das pessoas é investirem no que não têm.
- Ainda me tens. Ainda é o teu abraço quando me imagino abraçada. Ainda é o teu beijo quando me sinto beijada. Ainda é em ti que penso quando quero chorar. Ainda és."

in "Prometo Perder", Pedro Chagas Freitas
Lutamos, perdemos, enfraquecemos, levantamos e ganhamos. Um resumo da batalha constante do dia a dia, não querer levantar, não ter vontade de ver a luz dia... Não ter vontade de ver, absolutamente, nada!
Não vamos tentar manter um diálogo quando só existe uma personagem, nao vamos tentar amar alguém que não se sabe amar. Até poderemos passar a vida a tentar, a tentar e a tentar de novo... Do que nos serve esta luta? Do que nos serve fechar os olhos e fingir que nada aconteceu? A angústia está guardada, bem no fundo do mar. Sinto cada vez mais esta distancia, sinto cada vez o que é estar sozinha... Sozinha acompanhada! As minhas queridas quatro paredes que me acompanham noites a fio e um levantar terrivél.
O rimel e o lápis, nestas circunstâncias, tornam-se os nossos melhores amigos! A farsa de tudo, os que escondem segredos e, esforçam-se a libertar sorrisos.
Nao sei se te tenho ou se por algum motivo te perdi. E esta perda me destrói! Lentamente... Vejo e revejo, o nosso passado no a…
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O Principezinho
Antoine De Saint-Exupéry
Preciso te ver, nem que seja de vez em quando, nem que seja para alimentar o coração. Maldito! Infelizmente, me habituei á rotina, aos costumes errados, e não querendo vou continuar amar-te mesmo com a tua presença inconstante. Sabes? Quando estou sozinha é quando me lembro mais de ti e dou por mim, inconscientemente e no meio do sofrimento, dizendo  “eu o amo, eu o amo tanto”, e lembro a falta que tu me fazes, todos os dias. Quanto mais tento me afastar de ti, mais o destino traça algo para me levar junto do teu caminho. Eu não sonhei com isto, não para nós. Nós somos tão parecidos um com o outro, das qualidades até aos defeitos, eu não queria te amar assim. O medo de sofrer, de iludir, gritam! Pois não mais consigo viver longe de ti. Eu idealizei cuidar de ti, sussurrar ao teu ouvido o tamanho do meu amor por ti, mas a vida é assim, amamo-nos, humilhamo-nos, escreve textos, cartas, lagrimas… Dando por nos a procurar forças para enfrentar o céu e a terra para ficar ao lado da pessoa …
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Novamente me encontro... No desencontro, tao longe, tao aqui, tao ali, tão eu, tao só.
Tudo não passa do nada, o mundo acaba por ser tao pouco e tao imenso ao mesmo tempo como se tudo se tornasse inconstante, na mistura, na confusão, na decepção, na ilusão que acaba por magoar, acaba por nos levar ao mais profundo. As vezes, desejaria que o mar me levasse, me embalasse e me deixasse tao longe... Longe do sorriso, do olhar, longe do meu próprio coração.
Desejaria também que ele deixasse de bater, principalmente por ti, de ti, de amor, de saudade... Depois de tantos anos, dias, meses, horas, segundos, não deveria de ser assim, tao assim, tao só que acabamos, quando achávamos que tudo era infinito, ate o nosso amor, mas, no entanto, ate o sofrimento se torna infinito. Alcançar, lutar, fraquejar, desistir, envolver, sofrer, rir e chorar... Alcançar, tudo aquilo, que ate hoje foi inalcançável, as barreiras acabaram por vencer e o amor por ser derrubado. Me encontro aqui, novamente, no desenc…
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È verdade, estou-me a distanciar, nem sei ao certo o que me poderá acontecer, distanciar das musicas, das frases, da causa dos sorrisos voluntários, dos lugares onde passamos juntos e no que poderíamos ter passado, os lugares profundos que alguma vez planeamos. Distanciar, de ti… È verdade, lá volto eu de novo há estaca zero. Vou esperar que a chuva me traga o alívio e o descanso de ouvir “não vai voltar acontecer”. Uma frase que fez replay ao longo de dois anos que deu origem a uma frustração. É verdade, as coisas “normais” desapareceram e apareceram as coisas fora de série. É verdade, tenho uma forte e mínima vontade de falar e ver gente, muitos não percebem, o que é bom, assim não preciso de perder mais o meu tempo a tentar explicar as razões pelas quais quero fugir e essas coisas realmente são muito chatas e cansativas. Aliás, a maioria das coisas que envolvem pessoas são chatas. É verdade, sei que parte desta culpa que sinto foi minha, porque apenas sinto que coloquei sentimentos …