Papagaio

Quando eu era pequenina, tinha um livro com o nome “o papagaio”. Esse livro andava sempre comigo para qualquer lado que fosse, não sei porquê mas sentia que estava muito ligado a mim e os meus olhos brilhavam toda a vez que eu ouvia a história, por norma o papagaio é uma ave que não anda por ai a voar, não conhece outros lugares, outras cidades, não conhece o céu, apenas conhece a terra e o lugar onde é criado, convive com quem lhe dá abrigo, vive num mundo só dele mas que mesmo que mesmo assim era feliz e tinha apenas em mente de como seria o mundo lá fora. Um papagaio gosta de falar, é uma ave inteligente e sabe quando algo esta mal. Mas este papagaio, voava por aqui e por ali, voava bem alto, via cidades diferentes, pessoas diferentes, orgulhava-se da vida que tinha, não vivia num só meio, vivia em vários, respirava ares diferentes, sonhava com algo e procurava em realizar esse sonho, não tinha medo de cair, nem de se magoar, arriscava sem qualquer receio. Nesse livro ele contava todas as suas experiencias, o quanto era sábio e o quanto encantador que era viver livre. Por mais que tivesse as suas normas, ele marcava a diferença. Eu em pequenina ouvia quem quer que fosse a contar a história, tudo era único, as imagens, o som que o livro tinha de o papagaio a voar, o som das páginas… Eu dormia, caminhava, brincava, sorria, chorava com o livro sempre comigo e nunca o abandonava. Parei e disse “Um dia irei ser assim, como este papagaio”.

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