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A mostrar mensagens de Dezembro, 2016
"- Não me amas?
- Loucamente. Mas estamos desistidos. Abdicámos de tentar. Os amores resistem a tudo menos à falta de tentativa. Tens de te esfalfar todo para conseguir amar. Tens de rastejar e voar com a mesma vontade, com a mesma euforia. Há quanto tempo não te esfalfas por mim?
- Amar dá trabalho. O mal do corpo é fazer de conta que só pode ser assim. Olhar para o lado e ver-te é o que sou. E cometemos muitas vezes o erro de não trabalharmos para manter o que somos. Não investimos em manter um braço ou uma perna. Investimos no que não temos. O mal das pessoas é investirem sempre no que não têm. E depois perde-se os braços que já se tinha porque um dia se quis o voar que nunca se teve. O mal das pessoas é investirem no que não têm.
- Ainda me tens. Ainda é o teu abraço quando me imagino abraçada. Ainda é o teu beijo quando me sinto beijada. Ainda é em ti que penso quando quero chorar. Ainda és."

in "Prometo Perder", Pedro Chagas Freitas
Lutamos, perdemos, enfraquecemos, levantamos e ganhamos. Um resumo da batalha constante do dia a dia, não querer levantar, não ter vontade de ver a luz dia... Não ter vontade de ver, absolutamente, nada!
Não vamos tentar manter um diálogo quando só existe uma personagem, nao vamos tentar amar alguém que não se sabe amar. Até poderemos passar a vida a tentar, a tentar e a tentar de novo... Do que nos serve esta luta? Do que nos serve fechar os olhos e fingir que nada aconteceu? A angústia está guardada, bem no fundo do mar. Sinto cada vez mais esta distancia, sinto cada vez o que é estar sozinha... Sozinha acompanhada! As minhas queridas quatro paredes que me acompanham noites a fio e um levantar terrivél.
O rimel e o lápis, nestas circunstâncias, tornam-se os nossos melhores amigos! A farsa de tudo, os que escondem segredos e, esforçam-se a libertar sorrisos.
Nao sei se te tenho ou se por algum motivo te perdi. E esta perda me destrói! Lentamente... Vejo e revejo, o nosso passado no a…