Apego da Escrita


Disse que talvez um dia iria escrever para ti e tentei contrariar mas a vontade de o fazer falou mais alto, para mim escrever significaria apegar-me demais a ti e é isso que acabei por fazer, apegar-me a ti mas mesmo não querendo, mesmo não te escrevendo, pareço que me apego ainda mais, lá esta este controlo inconstante a sobrepor-se ao que não tenciono fazer. Apeguei-me a ti, de todas as formas e feitios de um modo a fazeres sentir-me bem, protegida e completa, só contigo. Despertamos o interesse e indiretamente tornaste o meu único contacto, o único rapaz, um único vício. E sabes que sei todas as tuas expressões de cor? Relembro, quando davas as tuas gargalhadas, que podia mostrar-me indiferente no momento mas no fundo o meu coração enchia-se de alegria com cada gesto teu. São coisas do coração, coisas inexplicáveis e que se tornaram inalcançáveis. Mania que o coração tem em gritar pelo o teu nome, ir contra a minha vontade enquanto que o tempo se moveu e tudo levou. Pensei, se calhar até seria bom que te esquecesses de quem sou, de como somos, um tu e eu separado, para quando voltares, começarmos de novo este ciclo vicioso em que se tornou. Então me afastei, me desapeguei. Me afastei só para ver se tu te importavas comigo, se tu me amavas realmente, mas eu estava errada pois tu me deixas-te ir. Sendo assim, será melhor percorrer outros sonhos, deixar os momentos para trás, soltar-me destes sentimentos que me perseguem, interromper esta rotina monótona e irritante de só te ter no meu pensamento. É uma questão de escolha sem opção, de não ter mais por onde virar. Frases abaladas, memorias esquecidas.

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